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sábado, 12 de outubro de 2013

Crac só empata com Guarani, e cai para a Série D

Equipe goiana dependia de uma vitória para se salvar do rebaixamento, mas não saiu do 1 a 1 diante de um Bugre desinteressado no jogo

No jogo que valia 'tudo' para o Crac e 'quase nada' para o Guarani, ninguém saiu satisfeito. O empate por 1 a 1 no início da noite deste sábado, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, não salvou a equipe goiana do rebaixamento para a Série D do Campeonato Brasileiro e também não serviu para a o Bugre encerrar a temporada de forma mais digna, iniciando as pazes com a torcida.
Laionel abriu para os donos da casa e Nino Guerreiro empatou para os visitantes, tudo no segundo tempo. O Guarani, que já não tinha mais chances de classificação nem de rebaixamento, chegou a 24 pontos, e se manteve na sexta colocação. Já o Crac, com 17, acabou ultrapassado pelo Duque de Caxias, que venceu sua partida no Rio de Janeiro, e terminou a primeira fase da Série C na vice-lanterna do Grupo B, rebaixado junto com o Barueri.
Pressão do Crac e da torcida bugrina
Precisando da vitória para escapar do rebaixamento, era esperado que o Crac fosse para cima, mesmo atuando fora de casa. E logo de cara a equipe goiana conseguiu assustar, duas vezes, primeiro com Rodnei e depois com William Amendoim. Em ambas as chances, Thomazella apareceu bem e defendeu.
Passada a pressão inicial dos visitantes, o Guarani conseguiu equilibrar as ações de jogo a partir dos 20 minutos, mas nada capaz de acalmar a torcida no Brinco de Ouro. Indignados com o ano de 2013 do clube, pouco mais de 800 bugrinos foram ao estádio com o intuito de protestar, e, desde o primeiro tempo, passaram a entoar o grito de “vergonha, time sem vergonha”. E a equipe sentiu.
- Até para quem é experiente é complicado, somos seres humanos. Mas temos de entender a torcida e respeitar. Vamos tentar ao máximo sair de campo com a vitória – disse o meia Fernandinho, na saída para o intervalo.
Adeus melancólico para um, rebaixamento para outro
Faltavam mais 45 minutos – debaixo de chuva, em Campinas – para o Crac decidir seu futuro na Série C. Com o empate do Duque de Caxias, e a vitória parcial do Barueri, a equipe goiana sabia que não poderia relaxar na etapa final. Um gol já daria tranquilidade suficiente para o clube de Catalão fazer o tempo passar.
O problema é que do outro lado tinha um Guarani disposto encerrar a temporada de forma um pouco honrosa. E o cenário começou a mudar a favor do Bugre aos 11 minutos do segundo tempo, quando Laionel viu o goleiro Adriano adiantado e resolveu arriscar da intermediária. A bola morreu no fundo da rede.
A partir de então, era uma corrida contra o tempo para o Crac, que também devia se preocupar com os resultados paralelos. A equipe do técnico Mauro Ovelha até empatou, aos 17, com Nino Guerreiro, que aproveitou falha do jovem Felipe Melo, mas nem pôde comemorar direito já que, no mesmo momento, no Rio de Janeiro, o Duque de Caxias abriu o placar contra o Caxias.
O tempo passava e a agonia dos goianos só aumentava. A medida que o resultado das outras partidas não se alterava, o Crac precisava de um gol para se salvar. Mas não basta querer. Ansioso e desorganizado, o time mal chegou a área do Bugre e não conseguiu evitar o pior: em 2014, o clube de Catalão jogará a quarta divisão do Campeonato Brasileiro.



 
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