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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Motorista de Cristiano Araújo foi 'imperito e negligente', diz promotor

MP recebeu inquérito e deve denunciar condutor por duplo homicídio culposo.
Sertanejo e a namorada morreram em acidente de carro na BR-153, em GO.

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) recebeu na tarde de quarta-feira (16) o inquérito sobre o acidente que matou o cantor Cristiano Araújo, 29, e a namorada dele, Allana Moraes, 19, na BR-153, em Goiás. O promotor Nelson Vilela Costa, da 2ª Promotoria de Justiça deMorrinhos, disse que a denúncia contra o motorista Ronaldo Miranda, 41, que conduzia o veículo, deve ser feita no início da próxima semana.Ele foi imperito e negligente. Primeiro por conduzir um veículo com as rodas adulteradas, que ele tinha amplo conhecimento, já que foi ele mesmo quem levou para fazer o procedimento de troca. E segundo por dirigir em alta velocidade. O condutor tinha que estar atento ao velocímetro, ainda mais em um veículo com alta potência, e não pode alegar que se distraiu", afirmou o promotor .Segundo Costa, a investigação feita pela Polícia Civil reuniu elementos que comprovam que o acidente foi causado pelo excesso de velocidade e por falhas geradas em função da troca das rodas originais do Range Rover Sport 2015 do cantor. Com isso, ele deve oferecer a denúncia mantendo a conclusão do inquérito, que indiciou o motorista por duplo homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. A pena prevista é de dois a quatro anos de prisão.Além disso, o promotor vai apresentar pelo menos dois agravantes: “Um deles é o fato do condutor ter assumido o risco de dano potencial a duas ou mais pessoas. O outro foi por usar veículo que tenha equipamentos adulterados que afetam a segurança, segundo o artigo 298 do Código de Trânsito Brasileiro”, explicou, ressaltando que caberá ao juiz definir o aumento da pena em função dos agravos. o advogado Ricardo Oliveira, que defende o motorista, diz que vai aguardar a denúncia para se pronunciar sobre a tipificação de duplo homicídio culposo. "Apesar disso, mantemos a tese de que o Ronaldo não teve nenhuma responsabilidade sobre o acidente, que foi uma fatalidade", afirmou.Em relação aos agravos citados pelo promotor, o advogado reforçou que seu cliente é inocente. "O Ronaldo, além de amigo do Cristiano, era seu funcionário. Sendo assim, por ele ser subordinado, tinha que acatar as ordens do patrão, como no caso da troca das rodas originais por esportivas, o que também não é impedido por lei. O importante é ressaltar que o motorista apenas cumpriu seu papel de empregado".fonteg1



 
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