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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Com greve da Polícia Civil, 8 mil crimes não são registrados em Goiás

População reclama da insegurança; 'Bandidos aproveitam', diz vítima. Agentes e escrivães pararam as atividades no último dia 17. Com a greve dos agentes e escrivães da Polícia Civil, mais de 8 mil ocorrências não foram registradas no estado durante os 15 dias de paralisação, segundo levantamento do Sindicato dos Policias Civis de Goiás (Sinpol). A insegurança preocupa a população. Os policiais estão registrando apenas flagrantes e crimes hediondos. Vítimas de outros crimes estão sendo prejudicadas, como a dona de casa Humildes Pereira, que foi roubada em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Ela não conseguiu ser atendida na delegacia. "Os bandidos aproveitam e assaltam, roubam, fazem tudo", ressalta. De acordo com a estatística, cerca de 3 mil destes crimes ocorreram nas cidades goianas do Entorno do Distrito Federal. Na região, mais de 10 mil inquéritos também estão com as investigações paralisadas. Em Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, aproximadamente 400 ocorrências não foram registradas. A diarista Jovelina Oliveira reclama de não poder ser atendida. "Agora é votar para casa, cruzar os braços e esperar", lamenta. Greve A greve dos escrivães e agentes da Polícia Civil começou no dia 17 de setembro. Segundo o presidente do Sinpol, a categoria pede piso salarial de R$ 7.250 e o pagamento do bônus de resultados, assim come é pago somente para os delegados desde julho do ano passado. O diretor jurídico do Sinpol, Rainel Mascarenhas, explicou ao G1 que no fim da última greve ficou acordado entre o sindicato e o governo o aumento do piso salarial, parcelado em dois anos, além do bônus por produtividade. Como esse acordo não foi cumprido, a categoria iniciou um movimento gradativo com o objetivo de abrir novamente as negociações. "Não recebemos nenhuma sinalização positiva por parte do governo e agora vamos parar até que haja um acordo sólido. Estamos tentando negociar há um ano porque sabemos que a greve prejudica a população, mas não há outro jeito", afirma.



 
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